Insônia, Escolhas e Incertezas

11 07 2012

Não consigo dormir…

As incertezas e o medo do futuro me consomem…

É como se eu estivesse sendo condenada por um crime que eu não cometi…

A noite é fria e lá fora um sereno me deixa mais depressiva…

Fico com vontade de escrever! Principalmente quando há muito para relatar, mas parece que estou com um nó na garganta e sinto uma dor incomoda no peito…

Talvez hoje seja o momento oportuno para falar das escolhas… As escolhas que fazemos na vida, todos os dias…

Alguns sábios dizem que nossas escolhas mostram muito sobre quem somos, e são determinantes no nosso destino.

Na verdade, em primeiro lugar, é necessário aprender que precisamos fazer escolhas. Não se pode ter tudo. Infelizmente!

Eu gostaria de ter tudo, mas não posso! Não é tarefa fácil. Conforme Pedro Bial no texto “Escolhas de uma vida”, no momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

É preciso suportar abandonar as outras opções quando escolhemos uma. Cada escolha é acompanhada de pelo menos uma renúncia. Quantas pessoas não conhecemos que são incapazes de escolher? Querem tudo, o tempo todo. Não suportam a idéia de perder.

E quem suporta?

Mas o fato é que só saberemos se fizemos a escolha certa depois de fazê-la. A resposta vem depois. É necessário aceitar que por vezes, muitas vezes, faremos escolhas erradas.

Descobriremos depois que aquela outra opção poderia ter sido melhor. Contudo, a verdade é que nunca saberemos se realmente teria sido.

Essa é a grande sacada! Isso é a vida!

Hoje só quero aceitar minhas escolhas… Aquelas que precisavam ser feitas… E suportar a idéia de que as conseqüências das minhas escolhas cabem exclusivamente a mim. A vida adulta tem dessas coisas: eu sou responsável pelas escolhas que fiz! Queria ser criança pra culpar meu pai, minha mãe, minha professora, meu coleguinha de classe… Mas não posso… Sou adulta o suficiente para saber que eu sou a única responsável…

Até entendo que durante a vida, todos os momentos são marcados por nossas escolhas. Desde as mais simples, até as mais complicadas. E se eu olhar para trás, posso relembrar tantas  escolhas que eu fiz na minha vida… Quantos “nãos” tiveram que ser ditos para que portas se abrissem… Quantos “sims” não foram ditos, e se tivessem sido poderiam ter mudado o rumo de tantas coisas…

É muita responsabilidade ter o meu futuro em minhas mãos! Isso é assustador!!!

Afinal, sendo eu a responsável pelas minhas escolhas, quem poderei culpar se tudo der errado, senão eu? Difícil não poder culpar o outro… Mas é justamente aí que esta a maturidade do ser humano, pois parafraseando Augusto Curry “uma pessoa imatura pensa que todas as suas escolhas geram ganhos, já uma pessoa madura sabe que todas as escolhas tem perdas”…

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