Pra minha idade…

30 07 2012

Acredito que pra uma menina da minha idade, já fiz um bocado, aqui e ali, bem acompanhada ou não, sendo que às vezes a má companhia era eu mesma, mas não me arrependo. E percebo com alegria que posso dizer que não me arrependo de nada, se fosse pra viver de novo, assim o seria. Talvez seja por isso que acredite que já experimentei bastante o que não significa o suficiente e assim prossigo.

Mas nessas e outras já quebrei algumas coisas, dentes, nariz, corações, incluindo o meu, é claro. Fui algumas vezes pro fim do poço, e achei que ele não tinha fim, mas tem, tem sim, e agora, de quando em quando me vejo voltando pra lá, e não sinto mais tanto medo, já sei que da mesma maneira que se vai, se volta.

E nesses anos de vida, já visitei lugares que sempre quis como: o nordeste quase inteiro (exceto Maranhão e Fernando de Noronha), países como:  Suécia, Dinamarca, Africa e Alemanha… Xinguei em línguas que não sabia falar, bebi com gente que nunca vi, confiei em desconhecidos que se tornaram amigos, apreendi a aguçar a mente e escutar o que ninguém diz, mas que está lá.

Aprendi a manter a calma quando o avião sacode mais do que o usual e você olha pro lado e vê olhos de pavor, olho pra dentro de mim e penso – tudo bem, eu fui, eu vi, eu vivi, se for agora que seja. E quando se chega em fim em terra seja aqui ou lá, a gente bate palmas e tem vontade de beijar o chão assim como o Papa, e o faz, mentalmente.

Não tenho uma vida luxuosa, pelo contrário, acredito que uma vida material simples liberta mais do que a compra de todos os sonhos de consumo. Que o impacto de ter tudo que se deseja polui o ambiente, engarrafa as ruas, lota o armário e vicia a família. Mas sinto que vivo em abundância, pois tenho ao alcance tudo o que preciso ou quase tudo. E recebo hoje uma grana justa para realizar um trabalho que, apesar do compromisso e da responsabilidade, para mim é uma diversão, algo que me traz muito mais prazer do que sacrifício.

E a vida continua, assim como o mundo, a traçar seu percurso, já tive carro roubado, mala também, numa vez roubada, na outra amassada. A gente se sente idiota e ao mesmo tempo feliz, afinal se tantas coisas boas e ruins acontecem é sinal de que tenho vivido. E se tudo fosse bom, ou ruim, como poderia distingui-los ou, ainda, medí-los.

Podia ser melhor? Sempre pode, mas podia ser pior também…

E agradeço, pois apesar das várias estripulias, não tenho do que reclamar.

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