As aparências enganam…

16 01 2014

imagesTGN56MZ3Recentemente publiquei uma frase de Clarisse Lispector que dizia que todos os dias eu seria tão alegre que incomodaria os outros, mas frases são lindas e práticas são exercícios diários… E por mais que tentamos, palavra é uma coisa e ação é outra bem diferente…

O ano começou bem, entrei com pé na areia, pulei a tal das sete ondinhas, comecei a trabalhar com pique total, estou fazendo terapia e até um livro idealizei com uma amiga. Mas, já no começo do percurso me deparo com situações difíceis de explicar… Talvez, o que mais se aproxima é um texto que não me recordo bem, mas que uma amiga compartilhou que falava sobre Confiar…

E essa é a minha mania mais perigosa de todas, confiar. Confio mesmo, até a pessoa me provar que não vale a pena, não vale o risco. Aí, quando eu decido de verdade, nunca mais vou ser a mesma. Viro na melhor das hipóteses, uma colega bem distante, e não é por mal, é meu reflexo. Talvez não tire as pessoas da minha vida, mas certamente, reorganizo as posições e inverto as prioridades…

Pra completar, minha outra mania chata é perdoar. Não guardo mágoa de ninguém, não porque quero, só não consigo. Juro que não quero ver a pessoa nem pintada de ouro, até ela vir com o “rabinho entre as pernas” e pedir desculpas, simples assim… E mesmo que muitas pessoas que passaram pela minha vida tenham traído a minha confiança, não acho justo punir quem está chegando, pelo crime de quem já foi. Nessa quase sempre quem paga a pena sou eu, mas eu durmo bem de noite e é isso o que importa.

Às vezes, bate uma vontade de perguntar para as pessoas “E aí, de tudo o que você já me disse, o que era verdadeiro? Só pra saber…” Mas não iria fazer diferença, então deixo as verdades e mentiras assim mesmo, misturadas… Essas pessoas com suas coleções de máscaras e eu, de certa forma, exposta… Também não diria exposta totalmente porque me considero o tipo de mulher que todo mundo pensa que conhece, mas se enganam feio. Poucas me desvendam! Mesmo sem máscara, mostro apenas o que quero. Não por maldade, mas por proteção. A gente tem que aprender a se proteger do julgamento dos outros, daqueles que se sentem superiores, juízes da vida dos outros… Uma coisa é certa: Só Deus pode me julgar!

Por vezes me exponho, por outras me escondo, mas essa sou eu… E quer saber minha recompensa? Quem gosta de mim, quem está do meu lado, está por mim do jeito que eu sou sem enganação. Não sou santa e nem me passo por uma. Já tive muitos erros, já disse coisas que não deveria, já magoei quem não merecia… Mas quem me ama ou me odeia, é de verdade! Não tem aqui uma personagem!

E no fim das contas, ser enganada fica muito pequeno, porque os maiores enganados são eles mesmos… E isso é uma pena!

No meio de tantas máscaras uma hora o rosto se perde e muita coisa se perde junto…

Não sei se posso atribuir a mim a faixa de ingênua nessa história toda, como algumas vezes é atribuído. Mas eu aceito e lamento!

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