Encontros, Desencontros e Reencontros

21 12 2016

images-2Sabe quando você encontra alguém que há muito tempo não tem contato e a sensação é de que o tempo não passou para vocês? Sabe!? Então… É um pouco disso que resolvi falar, ou melhor, escrever…

Que loucura que é essa nossa vida pós-mídias sociais, né?

Que a vida é feita de encontros e desencontros nós já sabemos, mas agora com toda essa tecnologia o processo tornou-se mais fácil e mais artificial também. Você encontra as coisas, se desencontra delas e às vezes reencontra. Coisas, pessoas e sentimentos. Tudo passa o tempo todo na vida.

A melhor parte de toda essa novela é o reencontro. Reencontrar um objetivo, um amigo, um grande amor. Melhor ainda quando esse reencontro não é esperado. Quando a gente vê a coisa toda acontecendo e o destino armando para tudo dar certo. Coisa de filme de amor (daqueles bem “mamão com açúcar”)…

Num desses reencontros com um amigo de outrora fizemos uma reflexão de como era a nossa vida na infância e adolescência… Deus do céu, que loucura! Não tinha parado pra pensar como era a minha vida antes de um smartphone… Tudo era mais difícil!!!

Na minha adolescência eu não tinha esses facilitadores de relações que tenho hoje.

Declarações de amor, de amizade e felicitações de aniversário eram feitos por cartas, acreditam? Conversas com amigos era no portão de casa. Menina não chegava no menino (mexia os cabelos, dava uma piscada, tornava-se amiga do melhor amigo dele, como quem não quer nada, óbvio). Convite para festinhas era feito pessoalmente ou por telefone residencial. E nesse ritmo eram tantos desencontros, e tudo tão intenso…

Hoje é tudo tão mais rápido! Pulamos tantas etapas, chegamos tão rápido nos “finalmentes”… Talvez, por isso, as relações estejam cada vez mais descartáveis!

Parece uma época tão distante, mas não é! Lembro-me da minha adolescência quando esperava o telefone de casa tocar porque havia marcado de conversar com o menino da escola que eu gostava… Era desesperador esperar na sala essa chamada quase ao lado do telefone com receio dos meus pais atenderem. rs

Depois logo vieram os celulares tijolõesicqmsnorkut… Aí foi um caminho sem volta! Chegamos aqui. Nesse caos maravilhoso que nos encontramos hoje: twitter, facebook, instagram, facetime, whatsapp, messenger do face, e-mail, mensagem de texto normal do celular e por aí vai…

Infinitas as possibilidades! De nos juntarmos e também de nos separarmos!

Tudo muito surreal! A tecnologia pode aproximar duas pessoas que não se veem há anos ou separar duas pessoas sentadas na mesma mesa com os respectivos celulares nas mãos.

Uma amiga começou a namorar um cara por conta de um like no instagram. E outra terminou o namoro por conta de alguns outros likes que o ex-namorado dela deu numa mulherada alheia aí. Ou seja, dar like é a nova piscada de olho, né?

Não me acostumei muito com isso apesar de entender bem como a máquina funciona… A pessoa te adiciona, curte mil fotos. Like vai, like vem e depois vem a conversa no messenger do face ou no direct messenger do instagram, trocam whatsapp e pronto. É mais ou menos essa a ordem natural das coisas, né?

Você me segue, eu te sigo, trocamos likes, você me manda inbox, eu te respondo, você pede meu whatsapp, eu dou, a gente começa a falar por lá até o dia que você cria coragem e me convida para sair. Mais ou menos assim…

Diz que like em foto antiga então é “estou muito interessado em você”. Confere? rs

Apesar de ser fã de toda tecnologia, no quesito relacionamento, acho que funciono melhor no ao vivo e a cores, com referência. Sabendo quem é, de onde vem, puxando a ficha antes, me tornando amiga… Não sei! Só acho…

Por outro lado, gosto de escutar histórias virtuais que deram certo. Por que não!? Tenho uma amiga que conheceu o namorado pelo Tinder. Quase noivos! Ou seja!? Tudo é possível!

Bem… Vamos ser abertos a toda forma de amor e de expressão de sentimentos… Seria hipocrisia minha se não dissesse que um likezinho ou uma cutucada de alguém interessante faz o sorriso sair solto… Fácil! Claro que sim! Quem não gosta aí, levanta a mão!? Hã!??? Ninguém né? Todo mundo gosta!!!

Não tive nada virtual que deu certo na minha vida, talvez seja por isso que, ainda gosto de homem à moda antiga! Assim como meus dois últimos namorados… Mesmo com a tecnologia a nosso favor, não tivemos internet para intermediar… Acreditem!!! Primeiramente nos conhecemos de modo pessoal e não virtual, viramos amigos, um sentimento mais forte surgiu e só depois começamos a namorar… Exatamente nessa ordem. Ambos.

Se todos soubessem o quanto é bom se apaixonar por um amigo!?

Mas enfim, voltando ao assunto, tenho amigas que possuem objetivos diferentes dos meus e querem a qualquer custo namorar; subjetivamente escrevendo, elas querem a outra metade da laranja, a alma gêmea, a tampa da panela (sendo que na verdade nascemos inteiras e que ninguém merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta). De qualquer forma, observo as cabeçadas, as ilusões e as empolgações com homens que não merecem nem algumas horas do precioso tempo delas… Não sou nenhuma “guru” ou “expert” no assunto, mas se elas procuram meu conselho (e sempre procuram) sou bem prática: – Meninas, observem os sinais (bem à moda antiga mesmo). Homem que realmente está interessado chega junto, envia mensagem, dá um bom dia, admite que pensou em você. Ele dará um jeito de te encontrar, te convidar pra sair… Não ficará dando desculpas, remarcando mil vezes um encontro ou demorando uma semana pra te fazer aquele convite que você está esperando. Por favor, tenham preguiça de homens assim!

Mas como esse texto é sobre os encontros e desencontros pós-mídias sociais faço votos para que elas não afastem só aproximem… Que utilizemos sempre a nosso favor… Não estou falando pra ninguém ligar bêbada de madrugada pro ex, hein? Pelamor! Não façam isso comigo… (A unica, que não corre esse perigo é minha amiga Janaína, que a qualquer sinal de desinteresse, “puff”, contato apagado… kkkkk)

Estou aqui só defendendo declarações sinceras, sóbrias e conscientes utilizando também as inúmeras ferramentas que temos a nossa disposição. Sentiu saudade, fale, escreva, envie sinal de fumaça. Pensou na pessoa, manda um emoji, um olá, um bom dia….

Que a gente se desarme. Amoleça. Mais amor, por favor!? Pois essa vida é uma só!

Termino com o mestre Vinicius de Moraes: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.”

Então “bora” se encontrar mais?

E se desencontrar menos?

 

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