Insegurança Feminina

1 02 2017

images-1Grey’s Anatomy pode não ser a minha série favorita, mas acompanho há bastante tempo. Estou um pouco atrasada com os episódios, mas sempre que posso corro para conferir. No início e no fim de cada episódio, uma narração, geralmente feita por “Meredith”, faz o espectador se envolver com a narrativa como se aquilo fizesse parte da vida dela.

Numa dessas frases, peguei meu bloquinho de anotações no rack da sala e anotei. E é sobre isso que escreverei hoje.

“Então somos adultas. Quando isso aconteceu? Como podemos parar?”

Uma amiga me perguntou certa vez se eu tinha alguma insegurança feminina. Oi? Se eu tenho? Várias! E quem é que não tem, né? Alguém? Apresentem-me UMA que não tenha. Apenas uma.

Uminha.

Impossível de achar… Nem você, Claudinha! Minha super amiga, muito mais segura do que eu…

Nós todas (mulheres) viemos da mesma fornada. Não importa idade, classe social, cidade natal… Não importa. Nada importa. É mulher? Então estamos todas juntas e misturadas.

Na fornada. Na dor e na delícia. Podem apostar que estamos sim.

Em algum momento do meu mês, confesso que penso nessas inseguranças, hoje, por exemplo, um fato curioso relembrou uma das inseguranças que eu tenho. Sim, porque amanhã já pode ser outra completamente diferente, né?! E que bom que resolvemos e passamos para as próximas…

Sobre o fato de hoje a história é mais ou menos essa: Acordo, tomo um banho, escolho a roupa, maquiagem, café preto puro, celular, checagem de whats, e-mail e facebook (porque não sou de ferro, gosto de ver o que anda acontecendo. rs) e me deparo com a seguinte mensagem:

– Então Kátia, encontrei seu perfil através de amigos em comum e me chamou bastante atenção. Sou assistente de uma empresa de modelos e estamos selecionando algumas pessoas aqui na agencia para passarela e comercial. Pelas suas fotos você tem potencial. Não é venda de book, nem nada do tipo. Se não for para receber algo, desembolsar te garanto que você não vai. O que você acha?

Ri sozinha…

Silêncio!

Fui para o trabalho…

E é justamente aí que mora uma das minhas inseguranças: Ah! O tempo… Ser adulta… A idade…

Fiz tantos planos quando era novinha para quando essa idade chegasse. Achava que já estaria casada e com filhos. Talvez com uma boa casa e cachorros… Com muitos deles…

Estou atrasada? Vou realizar alguns deles e me realizar ao mesmo tempo?

Por outro lado me sinto tão bem assim… Acho até que sou muito mais interessante e pronta para desafios do que nunca!

Fui para o trabalho analisando aquele contato, lembrei da frase anotada do seriado Grey’s, fiz uma junção e dei um sentido meu… “Então sou adulta. Quando isso aconteceu? Como posso parar?”

E eis me aqui, em pleno horário de almoço, escrevendo esse texto.

Hoje não estou casada e com filhos como eu planejei com 18 (aliás, com 18 eu achava que pessoas de 30 anos eram grisalhas e caretas) e, hoje, sei convictamente que não… Rs. Tenho um Deus enorme no meu coração, saúde, família unida, amigos, trabalho (algumas comodidades que consegui com ele), estudo (duas faculdades e duas pós) e disposição para viajar para os lugares mais inusitados possíveis. Não casei por escolha própria, coisa que posso repensar. Não sei! Talvez!?

Então tudo nessa vida é uma questão de ângulo… E depende para que lado eu queira olhar!

Sim a idade faz você ficar mais seletiva. Amigos, relacionamentos, festas, viagens, trabalho… Não tenho mais paciência para mi mi mi… Não durmo mais com barulho dos outros… Se a amiga é falsa (acreditem,  existem várias que adoram pegar uma história mal contada ou um julgamento injusto sobre você e passar adiante), tiro fora do meu HD. O que não tem remédio, remediado está… O que vale é a minha consciência. Sempre. Não adianta querer ter controle sobre o que o outro pensa de você… Seria impossível. É jogar energia fora. E assim vou tocando…

Claro que a gente até pode cruzar a esquina e conhecer um idiota só pra vida tirar uma onda com a nossa cara de mulher madura. Pode ser… Não estamos imunes. Mas estamos espertas!  E a ideia é se proteger… Sempre…

 Se gostar! Se amar mesmo, perdoem o clichê!

A maturidade é o barato da idade… Do mesmo jeito que a gente pode cruzar com um idiota na esquina a qualquer momento, o homem da sua vida (alô, amigas solteirassss!) também está solto por aí! Tem coisa mais legal que isso? Viver num mundo de possibilidades?

Bem, mas voltando ao assunto do contato da “olheira” de agência, não seria de bom tom deixa-la sem uma resposta:

– Obrigada pelo convite, fico lisonjeada, mas fotos enganam. Temos alguns aplicativos, filtros, o melhor ângulo e sei que para esse tipo de trabalho (exceto se for pessoa pública) a idade máxima é de 25 anos, acertei?

Povo de Deus! Sou Jornalista, um tiquinho de coisa eu sei sobre alguns assuntos…

E a resposta veio:

– Mas vi várias fotos suas, tenho experiência, analisei inclusive uma foto sua tirada ontem e você não deve ter mais de 25 anos (um enorme ponto de interrogação)?

E encerramos a conversa!

Oi? 25? rs

Quem sabe numa próxima vida em vez de jornalista me arrisque em passarelas?  Tcha Tcha…

Mas enquanto isso não acontece, agradeço aos cremes que uso diariamente, ao colágeno em capsulas, aos cuidados da minha esteticista e a genética da minha família que fez com que hoje eu me olhasse no espelho e pensasse: Até que não é tão ruim ter mais de 30.

E um leve “Beijinho no Ombro”

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2 02 2017
Raquel Silva

[😍]

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