Nem te conto…

17 08 2017

Sabe aqueles dias em que você se sente elétrica? A todo vapor? Com os nervos a flor da pele? Com a TPM fora de época? Isso geralmente acontece comigo após presenciar a cara de pau e o nariz de Pinóquio de algumas pessoas.

Não é de hoje que patrões acusam a justiça de favorecer os empregados e estes acusam os patrões de inúmeras barbaridades. Esse relacionamento muitas vezes acaba na justiça do trabalho (o que, diga-se de passagem, não existe, né?)

Não sou empresária, mas quando preciso participar de alguma audiência como preposta da empresa que eu trabalho fico revoltada com a capacidade que o ser humano tem de mentir descaradamente.

Sendo sincera: tenho vergonha alheia!

Bem, mas não vou falar sobre a justiça do trabalho, nem sobre índole e caráter… Acredito que se eu abordar esse tema hoje vocês lerão uma serie de baboseira que estou sentindo agora e perderei meu tempo também…

Não quero parar de acreditar no ser humano, sabe?

No lado pessoal, quantas vezes fiz questão de ajudar ativamente alguém, de participar, de estar ao lado, de demonstrar afeto publicamente e jamais tive qualquer ato de reciprocidade? Não que eu tivesse feito tudo à espera disso, mas não posso negar: o fiz esperando que isso surtisse ao menos algum efeito, é óbvio. Provavelmente o da aproximação verdadeira, o efeito do reconhecimento pela dedicação, etc.

Talvez por conta disso eu tenha me tornado um tanto descrente e até distante das pessoas. Sempre tive muitos amigos. Apesar de considerar meia dúzia como verdadeiros amigos, se houvesse possibilidade eu seria amiga próxima de 6,5 bilhões de pessoas. Os outros 0,5 bilhão eu presumo não serem pessoas com quem eu teria afinidades, porque também não sou santa.

Percebo que, no fim das contas, eu sou a que se encaixa em todos os grupos, entro e saio tranquilamente (meus amigos, amigos das minhas irmãs, dos meus pais, da área de comunicação, da empresa de logística, do cursinho, dos primos, etc…), mas no fundo talvez não faça parte de nenhum. Alguns porque eu evito mesmo fazer parte, a fim de evitar  problemas e outras peculiaridades, e outros por que não possuem os mesmos interesses que eu.

Minha terapeuta me dizia para abrir a concha e mostrar a pérola e tenho parado para pensar que de repente isso tem acontecido porque ultimamente eu sempre escolho estar só, escolho não compartilhar problemas, vida pessoal, relacionamentos… Será uma fase? Ou, o mais provável: eu sempre fui assim?

Em minha defesa: tenho tanto medo de incomodar que evito ir sempre. E se eu já fui algumas vezes à sua casa, acredite, é porque realmente gosto de você! E pode perguntar por aí: eu raramente vou à casa de alguém.

Se bem que isso eu quero mudar. Quero acabar com o “vamos marcar” e praticar mais o “Oi, cheguei. Estou na portaria e vim ajudar a preparar o jantar”.

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18 08 2017
LUIZ FISCHER

BELO TEXTO 

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